Atena Kasper's

Viajando e comendo!
Nosso último dia no Vale d'Orcia! 
Acordamos e fechamos as malas... Seguimos para San Gimignano, a cidadezinha mais medieval da região. Estava ultra calor e a cidade tava bem cheia na hora que chegamos. Demos de cara com uma feira bem típica na Italia, que seria mais ou menos como a nossa, mas eles trazem tudo num caminhão e desmontam no final. 
Resolvemos comer as frituras típicas italianas. Olive ascoltane e mozarela empanada, deliciosas. Depois encontramos a praça onde ficam as duas gelaterias mais deliciosas da Italia. Eu provei maçã verde com yogurte e a Isa um sabor caramelado com sal do hymalaia e frutos do bosque. 

Com aquele calor todo, impossível ficar andando, então seguimos para Volterra. Pegamos uma chuvinha no caminho e deu uma refrescada. O problema é que estávamos bastante cansadas e ansiosas para chegar na praia!

Hoje não tem muita história por que estamos cansadinhas e temos outros interesses para mais tarde. Coisa que não devo escrever publicamente hahahaha.

Então amanhã conto como foi a praia de Vada!

Bjinhos!
Acordei na segunda e tive uma crise de ansiedade com medo de perder a hora na locadora de carro, passei muito mal, mas conseguimos fechar tudo até as 11h. O Diego chamou um taxi e nos avisou pelo celular. Chegamos na Maggiore e só tinha brasileiro na loja! Hahaha O funcionário falava super bem português e foi muito querido. Nos deu um upgrade no carro e saímos de lá com um Fiat 500L. 
Minha primeira vez numa estada estrangeira! 

Depois que saímos da Antica Macceleria Cecchini, seguimos em polvorosas para o vale D'orcia. Paramos em Monterrigioni, um antigo borgo muito pequenininho perto de Siena. Tomamos um gelato de frutas do bosque com limão, compramos umas coisinhas e fizemos fotos. Já aproveitamos para avisar o dono da casa onde nos hospedaríamos e no caminho passamos no supermercado. Compramos as cervejas e outras porcarias para beliscar e seguimos viagem.
Ao chegar no Podere Casalunga fomos direto pra piscina brindar com o prosecco brinde da casa. Foi quando começou a ventar fortemente. Caiu uma tempestade que derrubou os vasos e caiu a energia. Me senti como no filme Sob o Sol da Toscana! Foi muito louco! 
Fizemos um jantarzinho de pasta acompanhado de um Galo Nero e ficamos papeando até tarde. Nada poderia nos tirar o sorriso do rosto! Já podemos dormir!
Uma cidade que pouca gente conhece no Brasil (e o vinho) é a minha preferida na região. Montepulciano é tão linda e grande que duas horas é pouco! Choveu horrores e tava frio, mas subimos até o topo, nos perdemos por dentro da cantina antica, e ainda sim, a Isa se apaixonou pelo lugar.
Fizemos degustação de vinhos e pecorinos, compramos umas lembrancinhas e seguimos para Pienza onde o sol abriu e sentamos no mesmo bar que estive ano passado para comer um panino de porcheta com pomodoro e formaggio acompanhado de uma bela birra a spina (chopp). Passamos no supermercado e retornamos pra casa. No caminho vimos o pôr-do-sol mais lindo do mundo na estrada. 
No dia seguinte foi dia de ir até Montalcino. Antes de sair de casa eu finalmente ví o bicho que piava toda hora: um faisão! A Isa não conseguiu pq ele se esconde rápido na plantação de trigo que fica aqui do lado, mas na estradinha de chão saindo da casa, eu vi outro e esse ela viu! Eu acho que é sinal de sorte! 
Passamos na igreja, agradesci ao Santo Antônio ao qual no ano passado pedi para me trazer de volta e fomos pra enoteca mais antiga do mundo, localizada na Forteza. Comprei uma grapa de Montalcino aromatizada com mel e a Isa um vinho pro papai. Passeamos pela cidade e fomos para San Quirico. 
Fazia muuuuito calor, então tomamos uma cervejona e demos uma volta pelos jardins. Paramos num bar para comer um tipo de focaccia recheada e fomos pra Bagno Vignoni onde eu achava que poderia tomar banho nas termas livres, mas foi um pouco decepcionante, pois a água estava fria e suja. Foi triste. Tudo bem, eu aceito a primeira decepção. Passamos no supermercado (todo dia precisa algo... Hahaha).
Chegamos em casa, arrumamos as coisas para partir amanhã, fizemos uma mega salada de jantar, tomamos umas cervejinhas e agora é hora de dormir! Amanhã vamos para praia e começa outra trip! 
Além de ser dia dos namorados, no sábado é dia do meu santo querido, o responsável por tudo isso estar acontecendo (sim, eu rezo pra Santo Antônio desde os 10 anos, mas não para casar, mas pra me fazer viajar).
Até amanhã! 
Acordei na segunda e tive uma crise de ansiedade com medo de perder a hora na locadora de carro, passei muito mal, mas conseguimos fechar tudo até as 11h. O Diego chamou um taxi e nos avisou pelo celular. Chegamos na Maggiore e só tinha brasileiro na loja! Hahaha O funcionário falava super bem português e foi muito querido. Nos deu um upgrade no carro e saímos de lá com um Fiat 500L. 
Minha primeira vez numa estada estrangeira! 
Nosso primeiro destino era a região de Chianti. Se você nunca provou um Galo Nero, sinto muito, mas deveria se preocupar com isso. 
A primeira parada era obrigatória: Panzano in Chianti para conhecer o meu ídolo gastronômico, o açougueiro mais famoso do mundo: Dario Cecchini. A sua família faz esse trabalho a mais de 250 anos, e ele é conhecido pela total utilização do boi. Nada vai pro lixo. No restaurante sobre o açougue é servido um menu com pratos de cada parte do animal, que é tratado com respeito desde o nascimento até a morte. Uma coisa linda de se ver! Para quem nasceu entre animais e dava mamadeira pras ovelhas da tia, isso é muito lindo!
Desde que eu assisti o Dario na série do NatGeo com Josimar Melo, meu único sonho era conhecê-lo, mas na última vez que estive na Italia o safado estava em São Paulo. Então eu obriguei minha amiga a me acompanhar e ela me deu sorte! Conheci o Cido, brasileiro que trabalha com o Dario a 12 anos, e ele me contou tudo sobre a Macceleria, inclusive que existe estágio alí. 
Enquanto eu conversava com outro cozinheiro brasileiro e degustava alguns produtos, com vinho da casa, eis que a Isa fala: Amiga, é ele! Amiga, é ele!! Eu me virei e dei de cara com aquele italiano enorme, arregalei os olhos e quase tive um piripaque! 
Eu estava pela primeira vez na vida em frente de um ídolo! 
Ele me abraçou e beijou, e logo o Cido disse para fazer uma foto conosco... Quase morri! Ele apertou tanto que eu quase fiquei sem ar, emocionada, não consegui falar nada além de que era sua fã. Pronto, sou uma cozinheira feliz! Na próxima vez eu quero voltar pra trabalhar lá! Me imagino dessosando a coxa inteira do boi chianina produzida pelo próprio Dario Cecchini e aprendendo a fazer aquelas coisas maravilhosas que ele ensina pro mundo!
TI AMO DARIO!

Acordamos meio-dia e fomos pra rua. Passeamos pelo outro lado da cidade, a parte menos rica. Mostrei o mercado San Lorenzo pra Isa e fui ver se o Mercato Centrale estava aberto. Para minha surpresa, a parte superior estava reformada e agora conta com vários restaurantes e cervejarias muito boas! Fiz várias fotos e posto quando retornar ao Brasil.
No fim do dia voltamos a casa e o nosso novo amigo Diego, da noite anterior, nos ligou para convidar para um drink. Combinamos de nos encontrar na Santo Spirito outra vez, mas achamos estranho quando o  nosso vizinho nos chamou e disse que eles não sairiam. Claro, né? O cara é mais velho e mais chatinho. Sacamos que era um "perdido" e fizemos de conta que os planos mudaram. A arte de dar perdido não é só brasileira.
Ao chegar na praça, o Diego estava com dois flatmates, Raul da Argentina e Sebastien da França. Muito simpáticos, nos convidaram pra ir até a Santa Croce, outra região badalada da cidade. No caminho até lá, eu disse que não tivemos tempo de ir até a Piazzala Michelangelo e eles imediatamente se propuseram a nos levar até lá de carro. Foi a primeira vez que fui de noite e ví a cidade de noite, do alto. Che bella è Firenze! 
Quando eles estavam se preparando pra nos levar pra casa, eis que o Sebastien disse que tinha Rum da Ilha de Reunião, onde ele e sua família moraram por muitos anos. Coincidentemente, na época do Fotolog, eu colocava que morava lá.... Sem nem saber onde ficava, só pelo nome... 
Lá fomos nós com os meninos para a casa deles. Tomamos rum com gengibre e conhecemos as tartarugas, vimos a lua, curtimos o jardim e conhecemos a outra flatmate, que não lembro nome nem de onde ela é. Muito rum, né? Hahaha
Pronto. Vamos embora que amanhã é dia de estrada!
Chegamos em Milano e fomos direto pra a estação de trem. Tudo estava correndo bem até que entramos no trem e começou a atrasar. Eis que o aviso sonoro apita: estamos com um passageiro passando mal e os paramédicos estão a caminho. Depois de umas 20 horas sem dormir, ainda atrasamos 35 min e eu já estava pensando em jogar o cara pra fora quando finalmente partimos. Chegamos em Firenze e pegamos um taxi pro apartamento que alugamos no airbnb ao lado da Piazza Santo Spirito.

O apartamento é muito bacaninha e fica numa ruela quase beco. Tomamos banho e fomos passear. Levei a Isa pra conhecer o Ponte Vecchio, o Duomo, Piazza della Signoria e a EATALY. Já falei que essa é a segunda EATALY que visitamos em 2 dias? A primeira em São Paulo e agora essa. Depois descobri que tem mais uma no mercado central... Então já vimos três em 3 dias... 

Compramos alguns itens para nossa despensa de viagem e voltamos ao apartamento. Logo depois que subimos, ouvimos um blablabla e fomos na janela. Era o mocinho que vimos passando e estava falando com o vizinho do apto em frente. Eu aprendi com meus flatmates em 2006 a ficar na janela de Fifi-fofoqueira e conhecer gente nova, e foi o que fiz... Logo depois já dei um ciao e o moço puxou papo.. Para nossa surpresa, adivinha que língua ele também falava??? Isso mesmo, PORTUGUÊS! Hahahah

Enfim, nosso vizinho é musicista e tinha mais um aluno em casa. Tocaram jazz pela janela pra gente, chamaram pra irmos lá, mas eu declinei e dei a ideia de irmos pra praça. Os meninos super bacanas, nos levaram pra conhecer os bares e caímos num com som ao vivo. A cantora viu que eu estava filmando com a gopro e eu já gritei BRASIL! A banda dedicou Garota de Ipanema, como sempre... No fim voltamos pra casa as 2h30. Sim... Não dormi até aqui. 

Acabamos de entrar no avião. Serão 15 dias de férias pela Italia. Eu e a Isabela estamos ansiosas para chegar logo e começar a festa! 
Nosso voo é da Tap e está cheio. Com certeza todo mundo correndo atras do verão europeu, assim como nós.
Nosso roteiro começa por Milão, mas vamos pegar um trem direto para Firenze onde ficaremos duas noites num apto alugado pelo Airbnb, bem do lado da chiesa di santo spirito. Espero ter tempo de ir na Trattoria Casalinga, minha preferida em Firenze, e que a feira de pulgas da praça seja no domingo. 
Também temos planos de ir ao Giardino di Boboli e Piazzala Michelangelo. 


Sobre o voo:
A TAP me decepcionou muito desta vez! O serviço de entretenimento não está funcionando, acabou a opção de carne pro jantar, restando apenas um frango estranho, não tinha água com gás e nada de baixar as luzes da cabine. Ainda não usei a casa de banho, mas já estou prevendo um terror.
E eu que tava reclamando da Iberia, ne? Espero que a volta, com mais passageiros europeus, eles ofereçam os serviços pelos quais paguei! De qualquer forma, farei uma reclamação.

Agora olha só o final da história de terror do voo...

Logo que cheguei no assento, senti um cheiro horrível de alguém que estava sentado muito perto, cheiro de ressaca, sabe? Pois bem, no momento em que o comandante avisou que estávamos chegando a Lisboa, o cara gigante que estava do lado/atras começou a ter um ataque epilético e todo os comissários e médicos do voo vieram socorrê-lo... Gente, que cena terrível! Umas 6 pessoas tentando segurar um homem de aproximadamente 150kg e 2m de altura... Eu e a Isa começamos a rezar pro Papa Francisco, Santo Antonio, São Francisco e Nossa Senhora e quando pensávamos que estava controlado, o cara passou a ter alucinações e chamar pela mãe pedindo a senha do celular.. Não contente, quando faltava uns 2 minutos pra tocar o solo, o cara começa a vomitar enlouquecidamente no assento em frente, e por muito pouco não dá um banho na moça ao lado... Mas graças a Deus, ele parecia menos mal e espero que tenha ficado bem. Ouvimos que ele tomava remédios controlados e teria bebido MUITO no dia anterior a viagem. Sobrevivemos....

Maaaas, como a viagem ainda não terminou, no segundo voo de Lisboa para Milão, sentamos na frente de um velho chato que falava MUITO alto e fiquei mais duas horas sem conseguir pregar o olho, enquanto a Isa capotava! Hahaha tadinha dela, teve que me aguentar com um humor terrivel até chegar em Firenze... Mas aí o Inferno de Dante terminou e começou o Paraíso! Quer saber como é Firenze? Próximo post!

Quando eu fui a primeira vez para a Itália, eu não sabia exatamente o que encontraria. Naquela época minha expectativa era zero e eu só queria ter uma experiência fora do Brasil. Tinha um amigo morando lá, ele conseguiria um lugar no apartamento pra alugar e encontrei um curso na internet. Fui.

Chegando lá eu descobri que estava numa das cidades mais importantes da história da humanidade. Palco de diversas guerras políticas e berço da arte renascentista. Origem e destino dos grandes mestres, o umbigo do mundo romano. Era o início de uma paixão eterna: eu e Firenze.

De volta a 2014!

Cheguei em Firenze de trem (comprei o bilhete na hora e paguei €50 - compre seu bilhete pela internet com antecedência e pague bem menos!) e fui direto pro apartamento, próximo ao Duomo. Fiz check in com a moça responsável e fui direto fazer compras. Propositalmente escolhi um apto no Airbnb próximo a nova loja da Eataly, inaugurada meses antes. Passei algum tempo conhecendo os produtos e só depois peguei o que precisava para o jantar, ceia e café da manhã. O Bruno só chegaria de Bologna depois das 23h e fiquei fazendo o que se faz quando se está feliz: bebendo vinho e comendo pão, salame e stracchino.

A Eataly de Firenze não é muito grande, mas segue a linha. Vários produtos de 0km, outros de lugares distantes, é difícil encontrar defeito num estabelecimento como esse. O preço? Com certeza é alto, mas não é a toa que eu economizo meu dinheiro. Comprei dois Chianti: €11,50 (2009) e €6,90 (2011); Café 1882 €4,35; Risoto de aspargos instantâneo (eu estava com fome) €3,40; Finocchiona (salame toscano com erva doce) €2,22; Antipasto ricco (conserva de legumes variados no azeite) €3,50; Baguette €1,13; Stracchino (queijo pastoso) €2,00; Pasta de tomate seco €2,54.



No dia seguinte fomos ao Esselunga, um supermercado mais popular, para comprar itens básicos para nossa viagem. O jetlag bateu e atrapalhou meus planos de ir a Taste, uma feira gastronômica associada à Pitti Image, a feira de moda mais importante da cidade. Sim, me arrependo... mas não morri por isso.

No sábado fomos encontrar o único flatmatte de 2006 que (ainda) estava em Firenze. O Diego estava trabalhando como barman num bar próximo a Santa Croce e lá fomos nós tomar um Jack n' Coke, já tradicional. Uma das vantagens da Europa é que se você conhece ou for muito simpático com o cara do bar, você vai gastar muito pouco e sair muito bêbado do lugar. Eu tive sorte em diversas ocasiões, mas é sempre bom ser simpático em terras estrangeiras.

Outro ponto interessante sobre viajar pra um lugar com alguém que é local, ao invés de ir com um pacote fechado, é que você entra em lugares que jamais entraria. Nesta noite em especial, nós fomos à pelo menos 4 bares diferentes. Devo confessar que não lembro do endereço de nenhum deles pra dar a dica, mas como em qualquer lugar na Europa... se tiver gente do lado de fora, vale a tentativa! Se estiver fora dos seus padrões, é só ir embora.


Em Firenze, na Via dei Benci tem vários bares que eu frequentei, mas não lembro exatamente onde comia o melhor Kebab da cidade. Prometo investigar e postar durante a próxima viagem.

Preciso dizer que o domingo foi uma mistura de jetlag + ressaca + fim da ansiedade crônica? Mal lembro do que fiz esse dia!

O próximo passo foi fechar as malas e pegar a estrada!














Quando você começa a estudar gastronomia depois de conhecer um lugar, dá uma vontade louca de voltar e ter outra visão sobre aquilo que já se conhece. Eu queria voltar a Itália e ela me oferecia tudo o que eu buscava: comida, vinhos, temperaturas amenas, belas paisagens e um parceiro rodoviário.

Eu conheci o Bruno em 2006, ele era amigo dos meus flatmates e mantivemos contato durante todo esse tempo. Quando eu disse que estava indo sozinha ele se ofereceu para se juntar a mim nessa "aventura" de pelo menos 1.000km pela península.

A primeira coisa que eu fiz foi escolher a estação. Isso determina o quanto você vai gastar e o que vai encontrar. Eu acho que a melhor época pra gastar pouco e não se incomodar com os milhares de turistas, é março ou abril. Ou seja, final de inverno, início da primavera. Mas como nem tudo são flores, nessa época você corre o risco de dar com a cara na porta de muitos lugares. Embarcaria dia 6/março para Milano e de iria de trem direto para Firenze encontrar com o Bruno que chegaria de Bologna.

Passagens compradas, comecei a reservar apartamentos e hotéis. Meus preferidos são o Booking e o Airbnb. Em breve posso fazer um post sobre isso. Selecionei as cidades de onde poderíamos sair diariamente para girar pela região evitando as cidades maiores, como Siena, por exemplo. A ideia era conhecer as pequenas vilas e ver ruínas (nunca tinha tido o privilégio). O plano de pernoite ficou assim:

3 noites em Firenze
2 noites em Monteriggioni
2 noites em San Quirico D' Orcia
1 noite em Tivoli
3 noites em Salerno
4 noites em Padula
3 noites em Roma

Nos próximos posts eu conto como foi em cada uma das paradas!

A presto!
Um dia meu pai ligou perguntando se eu estava disponível para fazer uma viagem de carro até o Uruguai. E eu fui. De Campo Grande, MS até Punta del Este foram três dias de estrada passando pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: 2.157km. 


Fizemos duas paradas. Uma em Registro/SC e outra em Porto Alegre, onde ficamos hospedados no Mercure Manhattan. Eu gosto dessa rede e aproveitei pra fazer um cartãozinho fidelidade (minha primeira dica para quem quer viajar bastante). Jantamos no restaurante do hotel e pedi bife de chorizo para entrar no clima do sul e uma taça de vinho da casa para curtir o gostinho gaúcho nas veias novamente. O café da manhã desse hotel é muito bom e servem pão de queijo quentinho <3.

No dia seguinte (30 de dezembro) chegamos ao Chuy. Tinha uma fila quilométrica no sentido literal da palavra e ficamos umas 3 horas esperando para bater o carimbo de entrada.

Dica para não ficar parado 3 horas: Se você estiver de carro com outros passageiros, pegue os documentos (inclusive do carro, junto com a carta verde) e vá a pé até o escritório da alfândega. Lá você pegará as guias e fará o processo todo. Volte ao carro e passe pela fiscalização.

Pronto! Estamos no Uruguay! Ficamos num apartamento bem próximo ao terminal rodoviário, que é na entrada para a península e tem vista para as duas praias: Playa Mansa (onde atracam os barcos) e Playa Brava (no oceano propriamente dito).

Além das praias, alí ao lado de Punta fica La Barra. É uma rua com trezentos bares, lojas, galerias de arte e outros pontos de interesse do público local: jovens, jovens e mais jovens.  Se você quer agito, é pra lá que você vai após as 20h.

Mas vamos falar de comida! Afinal, esse é o assunto que nos une nesse site. O Uruguai é um lugar maravilhoso para comer. Conversei com um chef que me explicou que por lá existem duas classificações de cozinha: campo e mar. E a vantagem de Punta é que você pode degustar as duas no mesmo lugar. Dependendo do seu bolso, tudo é possível. No meu caso eu vou direto pro supermercado.


O melhor da cidade é o Disco, próximo ao porto na rua 17. Com variedade e ótima qualidade, o preço não é dos melhores, mas garante tudo o que você precisa. Lá encontrei a melhor baguete da cidade e quase sempre estava quentinha. Os cortes bovinos são lindos e os preços bem razoáveis. A parte de hortifruti é ótima! Eu encontrei de tudo, desde ervas frescas a cogumelos de diversas variedades, folhas de todo jeito e ovos gigantes! Nos mini-mercados também é possível fazer a feira com os mesmos produtos e com preço mais acessível.

Um produtinho que eu adorei e usei bastante foram as massas para empanadas. Nós sempre tínhamos bife de chorizo em casa e quando alguém comprava a mais eu diversificava as receitas para não ter desperdício. Arroz carreteiro, molho para macarrão, empanada de carne, isca na chapa, etc...


Outro hit do verão foram os queijos e salames, patês e pães servidos com vinho branco, rose ou tinto na mesa da sacada. Aproveitei bastante os pães que sobravam do café para fazer bruscheta, mas a torradinha com azeite e sal foi a campeã de pedidos!

As cervejas uruguaias são boas. Muita Norteña e Patrícia. Coloque cinco adultos numa casa de praia e calcule ao menos uns cinco litros diários. É muita garrafa, né? Depois de ter colocado umas 20 garrafas no lixo, acabei descobrindo que elas valem dinheiro! Leve as garrafas no supermercado e coloque-as numa máquina de reciclagem e pegue o ticket com o valor total. Apresente no caixa e leve mais cerveja pra casa!

Infelizmente eu não levei minha câmera fotográfica nessa viagem e fiquei com poucos registros. Mas dá pra perceber que até em cidades como Punta del Este é possível viver como um local. Prometo mais dicas nas próximas viagens!

Hasta luego!


Todo cozinheiro precisa viajar! E todo viajante precisa comer! Esse é o tema do blog temporário do Estúdio Fome. Você perceberá que este blog é diferente dos outros pois eu não darei dicas de restaurantes que já estão em todos os guias nem postar a foto do prato do chef estrelado. Vou contar como eu vivo numa cidade ou país diferente por alguns dias, alugando um apartamento e indo diariamente ao mercado local conhecer os produtos do lugar. O que eu conversei com o senhor muçulmano na fila do Kebab em Barcelona ou conhecer um chef de cozinha na rua, em meio a madrugada da noite de réveillon no Uruguai.

Em viagens mais lentas, as coisas acontecem mais naturalmente e as memórias são mais afetivas. Você tem a chance de voltar ao mesmo mercadinho e ser reconhecido pela senhorinha com bobes e lenço na cabeça em Lisboa ou chegar no bar debaixo do seu apartamento em Florença e o dono gritar lá do fundo do balcão: "espresso doppio con panna per lei!" (expresso duplo com chantilly para ela!)

Nos últimos 18 meses tive a oportunidade de fazer grandes viagens. Com a família, com amigos ou sozinha, eu passei por Punta del Este no Uruguai em janeiro de 2014; em março do mesmo ano desembarquei na Itália; passei 45 dias em São Paulo em agosto e depois mais 15 em janeiro; e também 10 dias em Barcelona em fevereiro de 2015. Agora tá na hora de fechar o ciclo com outra viagem pela Itália, de onde pretendo escrever as principais histórias.

Então prepare o caderninho que eu vou te contar como é ser cidadão local por alguns dias! Pega o mapa e vamos lá!